En Defensa del Maíz
México, 3 de Setembro de 2010
 
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Não ao milho transgênico!

por Red en Defensa del Maíz

quinta-feira 23 de Abril de 2009

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Ao povo do México

Aos povos do mundo

Ao governo do México

À Convenção sobre Diversidade Biológica / Protocolo Internacional de Cartagena sobre Biossegurança

À Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação / FAO

As organizações e comunidades indígenas e camponesas, ambientais, de educação popular, organizações de base, comunidades eclesiais, grupos de produtores, integrantes de movimentos urbanos, acadêmicos e cientistas, analistas políticos da Rede em defesa do milho

rejeitamos energicamente o cultivo de milho transgênico no México. Trata-se de um crime histórico contra os povos de do milho, contra a biodiversidade e contra a soberania alimentar, contra dez mil anos de agricultura camponesa e indígena que legaram esta semente para o bem de todos os povos do mundo.

Declaramos que o decreto presidencial do dia 6 de março de 2009, que permite o cultivo de milho transgênico, intencionalmente desconsidera que:

O México é o centro de origem e da diversidade do milho. Existem mais de 59 raças reconhecidas e milhares de variedades, que serão inevitavelmente contaminadas.

Os povos indígenas e camponeses são os que criaram e mantêm esse tesouro genético do milho, um dos principais produtos agrícolas dos quais depende a alimentação humana e animal do planeta.

O milho é o alimento básico da população mexicana. Em parte alguma nenhum lugar o seu consumo cotidiano e em grandes quantidades tem sido estudado como no México. Existem estudos científicos que, com níveis muito menores de consumo, reportam alergias e outros impactos à saúde humana e dos animais alimentados com transgênicos.

As variedades de milho transgênico que se pretendem pretende cultivar no país não resolvem os problemas da agricultura mexicana: são mais caros, pois o custo das sementes e da licença são maiores do que os cultivos convencionais; não aumentam os rendimentos: são iguais ou até diminuem, a menos que haja uma forte incidência de plagas pragas que não são freqüentes no México; requerem mais pesticidas agrotóxicos, pois emitem produzem constantemente a toxina Bt, gerando resistência e pragas secundárias que é preciso controlar com outros pesticidas agrotóxicos.

Provocarão danos à diversidade biológica e ao meio ambiente: sendo o México um país extremamente diverso, nenhum estudo realizado em outras condições é aplicável, porque as variáveis e interconexões aumentam exponencialmente.

Sendo um cultivo de polinização aberta, é impossível evitar a contaminação transgênica do milho quando ele é cultivado a em campo aberto. A contaminação ocorre, também, nos armazéns, no transporte e nas indústrias.

Os transgênicos não servem para a agricultura camponesa nem orgânica, mas irremediavelmente contaminarão as variedades nativas e crioulas de milho, além de constituir uma ameaça à produção orgânica, a qual perderá o seu nicho de mercado.

Todas as sementes transgênicas estão patenteadas e são controladas por seis multinacionais (Monsanto, Syngenta, DuPont, Dow, Bayer, Basf), resultando em uma dependência absoluta dos camponeses e agricultores nessas multinacionais e na criminalização das vítimas da contaminação.

Os povos originários do México criaram o milho e têm sido os guardiões e os criadores da diversidade de variedades que atualmente existem. A soberania alimentar e a preservação dessa diversidade dependem da integridade dos seus direitos. Por isso, a contaminação transgênica é uma ferida à identidade dos povos mesoamericanos e um atentado contra dez mil anos de agricultura. O cultivo do milho transgênico é um ataque frontal aos povos originários e camponeses e uma violação dos seus direitos.

O milho, para os povos que constituímos o México, não é uma mercadoria, mas a origem de uma civilização e a base do sustento das vidas e das economias camponesas.

Não permitiremos que as nossas sementes se percam ou sejam contaminadas por transgenes de propriedade de empresas transnacionais. Não acataremos as leis injustas que criminalizam as sementes e a vida camponesa. Continuaremos cuidando o do milho e a da vida dos povos.

Responsabilizamos pela perda e pelos danos ao milho mexicano às corporações produtoras de sementes transgênicas; ao poder legislativo que aprovou a Lei de Biossegurança e Organismos Geneticamente Modificados (Lei Monsanto) para benefício das empresas; ao governo do México; aos secretários de Agricultura, do Meio Ambiente e da Comissão Inter-secretarial de Biossegurança dos Organismos Geneticamente Modificados (CIBIOGEM), que são os responsáveis pelas medidas finais para eliminar toda proteção legal do milho.

Por todas essas razões:

Rejeitamos o cultivo experimental ou comercial do milho transgênico e exigimos sua proibição no México.

Rejeitamos a “Lei Monsanto”, seus regulamentos e quaisquer outras formas de criminalização das sementes camponesas.

Rejeitamos o monitoramento governamental das roças de milho camponesas, porque é utilizado como pretexto para eliminar ainda mais sementes camponesas.

Assumimos o compromisso e convocamos a todas as comunidades e povos indígenas e camponeses a defender as sementes nativas e a continuar cultivando, guardando, intercambiando e distribuindo suas próprias sementes, e a exercer o direito sobre os seus territórios e impedir o cultivo de milho transgênico.

Convocamos a população a exigir que todos os alimentos que comemos diariamente sejam livres de transgênicos.

Convocamos os organismos internacionais a condenar ao governo do México por esta violação dos direitos ancestrais dos camponeses, da biodiversidade, da soberania alimentar e do princípio de precaução em centros de origem de um produto básico para a alimentação e a economia mundial..

NÃO AO MILHO TRANSGÊNICO!

REDE EM DEFESA DO MILHO
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Data Nome Organização Mensagem
31 de Janeiro Amadeu Elizeu Ribeiro NetoEngenheiro Agrônomo Engenheiro Agrônomo Brasil
7 de Janeiro Joana S. Nóbrega Brandão Brasil
29 de Dezembro de 2009 Jose Alberto Martins SilvaIndependente Independente Brasil
9 de Dezembro de 2009 Rafael Teixeiraindependente independente Portugal
8 de Dezembro de 2009 susana salvadorindependente independente Portugal
3 de Dezembro de 2009 carlos Rosagerminal germinal portugal
11 de Novembro de 2009 Susana Bock Portugal
10 de Novembro de 2009 Claudia Cudell Portugal
30 de Outubro de 2009 Bernardo Rodriguesindependente independente Portugal
29 de Outubro de 2009 Joana Leal Portugal
20 de Outubro de 2009 francisca costaindependente independente portugal
18 de Outubro de 2009 Pedro SilvaGAIA GAIA Portugal
14 de Outubro de 2009 Maria Filomena Patricio Lopesindependente independente Portugal
13 de Outubro de 2009 Nuno LopesViseu Viseu Portugal
13 de Outubro de 2009 André VizinhoGAIA GAIA

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2 Mensagens de fórum

  • Não ao milho transgênico! Não ao cravos OGM! 17 de Agosto de 2009 08:05, por Miep Bos

    Acabamos de terminar uma petição sobre cravos OGM com a cor alterada. Nomeado Moonaqua (TM). Estes cravos ainda não estão disponíveis na Europa, porque eles são geneticamente modificados e ainda não não estão autorizados. Mas o Ministério do Meio Ambiente Holandês irá autorizar dentro de 6 semanas. Você pode protestar contra esta flor até esse prazo. Para testar sobre a segurança destas flores utilizam ratos e células embrionárias de humanos e tudo isto por uma mudança de cor. Existem uma grande variedade de cravos com belas cores em todo o globo, não precisamos de cores artificiais. Assine a nossa petição, enviando um e-mail para este endereço miep(at)miepbos.nl, declarando em assunto: Petição sobre cravos-OGM Moonaqua ™, C/NL/06/01, inicando no corpo da mensagem seu nome da rua cidade país sem vírgulas. Mais informações sobre os cravos OGM você pode ler aqui e aqui (AESA Síntese) . Prazo até 1 de Setembro de 2009. Veja os links em http://www.gentechvrij.nl/thegmofre...

    Responder a esta mensagem

  • Não ao milho transgênico! 29 de Dezembro de 2009 06:16, por NOOGMS

    Da mesma forma como estão fazendo no México, fizeram no Brasil, na Argentina e em outros países, cujos governos estão sendo comprados por essas empresas multinacionais que não estão interessadas em prover um alimento saudável para as populações, mas sim aumentar os seus lucros às custas da saúde e do bem estar de todos. O lobby dessas empresas é muito forte, movido a milhares de dólares que compram políticos e alteram as legislações dos países para ter autorização para disseminar as sementes da morte, organismos geneticamente modificados que não consideram a ética nem os mínimos padrões de segurança alimentar para os consumidores. Essas empresas utilizam e misturam genes de organismos diversos e toxinas poderosas de forma irresponsável, alterando as sementes orgânicas e prejudicando de forma brutal o equilíbrio hormonal dos seres que se alimentam com essas sementes, além de alterar os telômeros das células dessas plantas, para que as suas sementes não sejam férteis nem produtivas por mais de uma colheita, fazendo com que as sementes que são cultivadas deixem de se reproduzir adequadamente, para que todos fiquem dependentes para adquirir novas sementes pagando mais royalties para as empresas multinacionais produtoras desses organismos geneticamente modificados alienígenas. O milho transgênico está sendo questionado por agricultores inclusive no próprio país de sua origem, os EUA. Lá os agricultores já perceberam grande parte dos males que são causados pelo milho transgênico. Criadores de porcos e bois já reconhecem que o milho transgênico está causando infertilidade, desequilíbrios hormonais, diabetes, alergias, obesidade e câncer. As pessoas já não conseguem mais obter sementes orgânicas, porque elas não estão disponíveis facilmente e as que existem nos supermercados não estão rotuladas por interesse das próprias multinacionais, que não querem que as pessoas escolham o que querem comer, fato que está impedindo as pessoas encontrarem alimentos orgânicos. É preciso realizar uma grande campanha internacional para garantir o direito das pessoas decidirem as sementes que querem ingerir, bem como identificar essas sementes e os alimentos industrializados que utilizam essas sementes e as carnes dos animais que são alimentados com esses organismos geneticamente modificados, uma vez que essas carnes possuem níveis de hormônios alterados e toxinas danosas para a saúde.

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